Martha entrou no radar da CPI a partir de mensagens e anotações apreendidas nas investigações sobre o Banco Master e deve prestar esclarecimentos sobre interlocuções e registros relacionados ao caso. Ela também tem depoimento marcado na CPI do INSS na próxima segunda-feira.
A tentativa de convocar Valdemar foi levada a voto em separado e acabou rejeitada com uma diferença de dois votos, por quatro a seis. O requerimento tinha como base declarações do próprio dirigente partidário sobre doações feitas pelo empresário Fabiano Zettel, preso na Operação Compliance Zero, à campanha de Jair Bolsonaro e ao Partido Liberal nas eleições de 2022. A CPI buscava que ele esclarecesse a origem e o fluxo desses recursos e a relação com o grupo sob investigação.
Também foram aprovadas as convocações do ex-governador de Mato Grosso Pedro Taques e de nomes ligados a empresas que passaram a concentrar o foco da apuração, como a Prime Aviation e a Fraction 024. Estão nesse grupo Artur Martins de Figueiredo, João Gustavo Haenel Neto, Flavio Daniel Aguetoni, Thatiane Garcia Silva, Rodolfo Garcia da Costa e Marcus Vinicius da Mata, todos vinculados à estrutura societária dessas companhias e a operações sob investigação.
Parte dos requerimentos inicialmente previstos, porém, foi retirada de pauta a pedido dos próprios autores. Ao todo, sete propostas deixaram de ser analisadas, entre elas a convocação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, solicitada após relatório do Coaf apontar que sua empresa de consultoria recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da REAG Investimentos entre 2023 e 2024. O requerimento sobre a ex-assessora da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Giselle dos Santos Carneiro da Silva, também não foi analisado.
Também saíram de pauta a convocação e a quebra de sigilo do advogado Willer Tomaz e pedidos de quebra de sigilo que atingiam o ex-ministro Ronaldo Vieira Bento e alvos ligados a empresas investigadas.
No eixo financeiro, os senadores ainda analisam uma série de pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático, além do envio de informações por parte do Coaf e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Entre os alvos estão Paulo Guedes, Roberto Campos Neto, o ex-ministro João Roma e nomes ligados às empresas investigadas, como Aguetoni e Marcus Vinicius da Mata.
Também entram no escopo dos requerimentos Letícia Caetano dos Reis e Ahmed Mohamad Oliveira, além de empresas e fundos como Arleen FIP, Laguz FIDC, Clínica Mais Médicos S.A., A&M Consultoria Empresarial, Prime Aviation e Fraction 024.
Um dos pedidos já aprovados determina que a CVM identifique os beneficiários finais de fundos ligados ao Banco Master e à REAG Investimentos, ponto considerado central por integrantes da CPI para mapear quem está por trás das estruturas financeiras utilizadas nas operações investigadas.
Em seguida, o colegiado realiza a oitiva de Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital, ligada a operações no mercado financeiro.
O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza também foi convocado, mas obteve decisão no STF que desobrigou sua presença.



