Alguns acreditam que o público ou até mesmo o diretor Kleber Mendonça Filho possam ser o “agente secreto”. “O Kleber Mendonça conta de uma forma implícita essa perseguição da ditadura. Só que não com pessoas comuns. Não com artistas, nem com políticos”, disse um fã em análise nas redes. “Pode ser o próprio espectador também que busca atribuir um sentido ao filme”, explica outro.
Kleber Mendonça Filho prefere manter o mistério para incentivar a discussão. O diretor contou ao jornal O Globo que o título dá o que promete ao espectador: intriga, mistério, ação e violência, mas que “também fala sobre um Brasil em que as pessoas eram obrigadas a moldar seus comportamentos, adotar outras posturas e até mesmo usar um nome falso. Se você foi educado pelo cinema do James Bond ou do Jason Bourne, é complicado tentar explicar”.
O título é curto e sexy. Acho que a ideia do agente secreto é algo que, até hoje, ainda gosto de ver pessoas discutindo na internet. Tenho minhas próprias ideias, mas nunca vou entrar em detalhes. Kleber Mendonça Filho à CNN
O nome do longa nasceu de um projeto inacabado do cineasta. No livro do roteiro, Kleber explica que reaproveitou o título de um filme que tentou fazer antes de “O Agente Secreto”. “Foi a primeira vez que isso aconteceu: uma boa ideia que não virou roteiro ou conto. Eu espero voltar a essa ideia um dia, com outro nome”.
As duas ideias tinham em comum a vontade de fazer um filme com Wagner Moura. Kleber Mendonça Filho
O enredo acompanha um professor universitário que se muda para Recife em meio à ditadura militar, em 1977. Wagner Moura interpreta Marcelo, que vai para Pernambuco recomeçar a vida, mas percebe que encontrar refúgio não será tão fácil quanto imaginava.
2026-03-16 08:11:00


