Nos últimos dias, tem chamado a atenção em Campos dos Goytacazes e em todo o Brasil a alta no preço da gasolina e do diesel. No município do Norte Fluminense, por exemplo, há registros de postos cobrando R$ 7,09 pela gasolina aditivada.
Um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado em janeiro, mostra que a gasolina comum tinha preço médio de R$ 6,87 em Campos. Nesta semana, o combustível já foi encontrado por R$ 6,99. Já a gasolina aditivada tinha média de R$ 6,76 e alcançou R$ 7,09. O etanol, que apresentava preço médio de R$ 4,97, agora é visto por R$ 5,29.
Em entrevista ao Manchete RJ, o economista Alcimar das Chagas Ribeiro credita a alta dos preços a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã:
“Essa situação da guerra é bastante complexa. O Brasil exporta petróleo bruto, mas importa derivados. Diante das incertezas provocadas por esse cenário, a tendência é de aumento nos custos. Há também dificuldades logísticas no transporte e uma redução na oferta, fatores que acabam pressionando os preços para cima. O governo, por meio da Petrobras, ainda tenta segurar esses valores de algumas formas, mas isso não deve se sustentar por muito tempo e, em algum momento, esse aumento precisará ser repassado”, explicou.
Alcimar também fez uma previsão para as próximas semanas, ele acredita que a tendência é aumentar e poderá atingir outros setores.
“A expectativa é de aumento no preço do diesel, especialmente no Brasil, que depende majoritariamente do transporte rodoviário. Isso tende a gerar reflexos em praticamente todos os produtos, já que grande parte deles é transportada por caminhões. Com isso, a tendência é de uma inflação mais elevada no médio prazo, impulsionada pelo encarecimento do combustível. Esse é um problema que acaba se espalhando por toda a economia, com impactos também nas taxas de juros e, naturalmente, no ritmo da atividade econômica”, detalhou o economista
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.
2026-03-11 11:32:00



