Conselho Tutelar apura mais três suspeitas de abuso em escola de Petrópolis; saiba como os pais podem orientar os filhos

Pais podem orientar crianças para que consigam verbalizar quando são vítimas de violênciaReprodução g1Ensinar a criança que o próprio corpo deve ser respeitado pode ser decisivo para interromper situações de violência.O alerta voltou ao centro das atenções em Petrópolis, na


Pais podem orientar crianças para que consigam verbalizar quando são vítimas de violência
Reprodução g1
Ensinar a criança que o próprio corpo deve ser respeitado pode ser decisivo para interromper situações de violência.
O alerta voltou ao centro das atenções em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, depois que a Polícia Civil passou a investigar denúncias de abuso sexual contra crianças em escola particular conveniada à Prefeitura de Petrópolis. Outros três casos suspeitos, na mesma unidade de ensino, chegaram ao Conselho Tutelar de Itaipava.
Uma das vítimas, uma menina de 3 anos, conseguiu relatar à família o que teria acontecido porque havia aprendido em casa que qualquer toque na região íntima é errado e deve ser comunicado imediatamente a um adulto de confiança.
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Funcionários são afastados após suspeita de abuso em instituição de ensino em Petrópolis
Especialistas reforçam que a prevenção começa dentro de casa. De acordo com a Fundação Abrinq, a conversa sobre abordagens por estranhos deve fazer parte de um diálogo mais amplo sobre limites do corpo.
Desde cedo, a criança precisa saber que ninguém pode tocar em suas partes íntimas, pedir para vê-las ou mostrar o próprio corpo. Caso isso aconteça, deve contar imediatamente a um responsável. A orientação também se estende ao ambiente digital, onde há risco de aliciamento por desconhecidos.
O g1 consultou uma especialista. A psicóloga Regina Resende explica que o diálogo deve ser simples, claro e adequado à idade.
“Assim como os pais ensinam a não mexer na tomada ou no fogão, é fundamental conversar sobre proteção do próprio corpo. Explicar quais são as partes íntimas e que ninguém pode tocá-las sem consentimento é uma medida essencial de cuidado”, afirma.
Segundo ela, é importante ensinar que:
Não existem “segredos” que causem medo ou desconforto;
Qualquer pedido para manter algo escondido dos pais é sinal de alerta;
Ameaças contra familiares não devem ser levadas a sério;
A criança nunca será culpada por contar o que aconteceu.
A especialista também ressalta que a educação sexual nas escolas tem papel preventivo ao ensinar autoproteção, limites e respeito ao próprio corpo.
“O silêncio é um dos principais aliados do agressor. Quando a criança entende que pode falar e será acolhida, ela se fortalece”, destaca.
Principais comportamentos de crianças que estão sendo vítimas de abuso
Arte g1
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Relembre o caso
A Polícia Civil investiga denúncias de abuso sexual contra crianças em uma escola particular conveniada ao município de Petrópolis. O caso foi registrado na 106ª DP (Itaipava) e corre sob segredo de Justiça por envolver menores.
Segundo informações apuradas pela reportagem, a investigação começou após o relato de uma criança à família, afirmando que um homem teria tocado sua região íntima no ambiente escolar.
Após ser questionada, a menina teria apontado, por meio de fotografias, dois homens ligados à instituição. Familiares relataram comportamento considerado incomum no dia do suposto ocorrido, o que motivou a procura pela direção da escola.
Depois do primeiro caso, outras mães procuraram o Conselho Tutelar para comunicar situações semelhantes envolvendo crianças entre três e cinco anos. Nesta nova atualização, o órgão confirmou que recebeu mais três suspeitas.
O conselheiro responsável pelo órgão competente em Itaipava, Renan Lima, informou que, ao receber as outras denúncias providenciou a escuta e acolhimento das crianças e familiares.
“Nós ouvimos os relatos e já encaminhamos para avaliação do Núcleo de Atendimento Psicólogio Especializado. Tudo segue em apuração”, explicou.
Integrantes da equipe administrativa e outras quatro funcionárias da unidade de ensino foram afastados cautelarmente, até a conclusão das investigações.
A direção da escola informou que oficialmente teve conhecimento de uma denúncia até o momento e que adotou todas as providências previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. Os citados foram afastados preventivamente.
A Prefeitura disse que acompanha o caso por se tratar de instituição conveniada ao município.
Os investigados negam as acusações e afirmam colaborar com as investigações. A Polícia Civil informou que diligências seguem em andamento.

Com informações da fonte
https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2026/03/05/conselho-tutelar-apura-mais-tres-suspeitas-de-abuso-em-escola-de-petropolis-saiba-como-os-pais-podem-orientar-os-filhos.ghtml



Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/conselho-tutelar-apura-mais-tres-suspeitas-de-abuso-em-escola-de-petropolis-saiba-como-os-pais-podem-orientar-os-filhos/

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