estelionato avança no mercado imobiliário

Dados nacionais e do Rio revelam aumento dos crimes; falta de prevenção ainda é principal vulnerabilidade. Foto: Divulgação Com informações do Diário do Rio. Comprar um imóvel ainda é visto como sinônimo de segurança e estabilidade. Mas a realidade é



Dados nacionais e do Rio revelam aumento dos crimes; falta de prevenção ainda é principal vulnerabilidade. Foto: Divulgação

Com informações do Diário do Rio. Comprar um imóvel ainda é visto como sinônimo de segurança e estabilidade. Mas a realidade é outra. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, os casos de estelionato cresceram 408% entre 2018 e 2024. Só no último ano foram cerca de 2,2 milhões de ocorrências, o equivalente a quatro golpes por minuto no país.

No Rio de Janeiro, o cenário também preocupa: de acordo com o Instituto de Segurança Pública, foram 144.117 registros de estelionato em 2024, alta de 19,9%. Mais da metade das vítimas (55,1%) são mulheres.

Especialistas alertam: o problema não é falta de lei, mas falta de prevenção.

Veja os 5 golpes mais comuns no mercado imobiliário

As orientações foram preparadas pela tabeliã Vanele Falcão, do Cartório 21, da Barra da Tijuca

1.    Venda feita por quem não é o verdadeiro dono

Esse é um clássico e continua fazendo vítimas.

Golpistas usam documentos falsos, identidades de terceiros ou procurações fraudulentas para vender imóveis que não lhes pertencem. A transação parece regular, o dinheiro é pago… e depois o verdadeiro proprietário aparece na Justiça.

Resultado? O imóvel volta para o dono legítimo e o comprador fica com o prejuízo.

No Brasil, a propriedade só se consolida com o registro na matrícula do imóvel. Quem não confere a matrícula negocia com base na aparência, não no direito.

2.    Compra de imóvel envolvido em processo judicial

Outro erro comum é não investigar a situação jurídica do vendedor.

Mesmo que não exista penhora registrada na matrícula, a Justiça pode reconhecer fraude à execução se o vendedor já respondia a ações capazes de levá-lo à insolvência.

O entendimento do Superior Tribunal de Justiça é claro: a boa-fé do comprador não é protegida quando ele deixa de verificar a situação jurídica do vendedor.

Sem certidões cíveis e fiscais, o risco é real — e pode terminar na perda do imóvel.

3.    Dívidas que “grudam” no imóvel

Muita gente descobre tarde demais: dívida de condomínio acompanha o imóvel, não o antigo proprietário.

Em empreendimentos de médio e alto padrão, essas dívidas podem chegar a valores altíssimos acumulados por anos.

A jurisprudência é pacífica: não importa quem gerou o débito — o novo dono assume a obrigação.

Antes de fechar negócio, é essencial exigir declaração formal de inexistência de débitos. 

4.    Imóvel de herança vendido de forma irregular

Comprar imóvel de espólio exige atenção redobrada. Vendas realizadas sem partilha concluída, sem autorização judicial ou sem anuência de todos os herdeiros costumam ser questionadas e muitas vezes anuladas.

O comprador pode acabar no meio de uma disputa familiar longa, cara e emocionalmente desgastante.

Se há herança envolvida, a análise jurídica precisa ser ainda mais criteriosa.

5.    “Ah, depois a gente faz a escritura…”

Ainda há quem compre imóvel de alto valor apenas com contrato particular, prometendo regularizar depois.

Mas a escritura pública não é excesso de formalidade, é exigência legal para que a propriedade seja registrada no Cartório de Registro de Imóveis.

Sem escritura válida, o negócio pode simplesmente não se sustentar.

A economia errada sai caro

De acordo com a tabeliã titular do Cartório 21, Vanele Falcão, os grandes prejuízos não decorrem da falta de legislação, mas da pressa e da tentativa de economizar nas etapas de verificação.

No mercado imobiliário, o verdadeiro atalho é a prevenção.

Porque quando o conflito surge, o custo deixa de ser apenas financeiro, torna-se patrimonial, emocional e, muitas vezes, irreversível.



Com informações da fonte
https://www.a3noticias.com.br/quatro-golpes-por-minuto-estelionato-avanca-e-atinge-mercado-imobiliario/

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