Quem é Adilsinho, bicheiro preso após décadas na mira da polícia – Boletim RJ

Adilson Oliveira Coutinho Filho (foto em destaque), conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26/2) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.  A captura foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ),


Adilson Oliveira Coutinho Filho (foto em destaque), conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26/2) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.

A captura foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ), que reúne Polícia Federal e Polícia Civil, após trabalho de inteligência que localizou o foragido em uma residência na cidade.

Apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho também é considerado pelas autoridades o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

Ele estava foragido por força de mandado expedido pela Justiça Federal e também é investigado como possível mandante de homicídios.

Do bingo adulterado à máfia do cigarro

A trajetória de Adilsinho no submundo do crime começou nos anos 2000, segundo investigações.

Ele teria atuado no desenvolvimento de softwares para máquinas de videobingo adulteradas, conhecidas como “draculinhas”.

Esses programas manipulavam resultados e valores acumulados para aumentar os lucros das quadrilhas que exploravam jogos ilegais.

Foragido por força de mandado em aberto expedido pela Justiça Federal, Adilsinho também é apontado como mandante de homicídios e procurado pela Justiça Estadual há quase duas décadas
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Foragido por força de mandado em aberto expedido pela Justiça Federal, Adilsinho também é apontado como mandante de homicídios e procurado pela Justiça Estadual há quase duas décadas

Material cedido ao Metrópoles

A prisão foi realizada por policiais federais e policiais civis, após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da Ficco-RJ.
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A prisão foi realizada por policiais federais e policiais civis, após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da Ficco-RJ.

Material cedido ao Metrópoles

O homem foi conduzido à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para formalidades decorrentes da prisão e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado
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O homem foi conduzido à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para formalidades decorrentes da prisão e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado

Material cedido ao Metrópoles

Adilson Oliveira Coutinho Filho é conhecido como Adilsinho
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Adilson Oliveira Coutinho Filho é conhecido como Adilsinho

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A prisão foi realizada por policiais federais e policiais civis
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A prisão foi realizada por policiais federais e policiais civis

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Ele foi transferido em um helicóptero
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Ele foi transferido em um helicóptero

Material cedido ao Metrópoles

O contraventor foi capturado em uma residência na cidade de Cabo Frio (RJ), em ação que contou com o apoio do Serviço Aeropolicial
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O contraventor foi capturado em uma residência na cidade de Cabo Frio (RJ), em ação que contou com o apoio do Serviço Aeropolicial

Material cedido ao Metrópoles

Nas imagens, é possível ver quando as polícias Civil e Federal chegam ao imóvel onde o bicheiro estava escondido
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Nas imagens, é possível ver quando as polícias Civil e Federal chegam ao imóvel onde o bicheiro estava escondido

Material cedido ao Metrópoles

Operações como a Furacão (2008) e a Dedo de Deus (2011) já apontavam seu nome no núcleo financeiro do jogo ilegal no estado.

Em uma dessas ações, mais de R$ 4 milhões foram apreendidos em sua residência na Barra da Tijuca. Parte do dinheiro estava escondida em paredes falsas e até no sistema de esgoto da casa.

Com o tempo, ele ampliou os negócios. De operador de máquinas adulteradas, passou a integrar a nova cúpula do jogo do bicho e expandiu influência no meio carnavalesco, sendo apontado como patrono da escola de samba Salgueiro.

Império bilionário no cigarro ilegal

Nos últimos anos, Adilsinho passou a ser identificado como chefe de uma estrutura voltada ao contrabando e à falsificação de cigarros.

Segundo a Polícia Federal, o grupo movimentou pelo menos R$ 5 bilhões entre 2015 e 2024.

O esquema envolvia três fábricas clandestinas na Baixada Fluminense, onde trabalhadores paraguaios eram mantidos em condições análogas à escravidão.

A produção era distribuída em áreas controladas pelo grupo, que impunha monopólio territorial. Comerciantes que se recusavam a vender os produtos eram ameaçados.

As investigações apontam que o grupo contava com apoio logístico de agentes públicos e mantinha uma estrutura paralela de segurança, semelhante à de milícias, para proteger rotas e garantir a distribuição.

Durante a Operação Libertatis II, deflagrada em março deste ano, a PF apreendeu veículos de luxo, criptomoedas, grandes quantias em dinheiro e bloqueou cerca de R$ 350 milhões em bens ligados ao grupo.

Acusações e mandados

Adilsinho é investigado por organização criminosa, contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de pessoas, trabalho escravo e evasão de divisas.

A Polícia Civil do Rio também apura sua ligação com mais de 20 crimes violentos, incluindo homicídios e sequestros.

Agora preso, ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal no Rio e deverá ser encaminhado ao sistema prisional do estado.



Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/quem-e-adilsinho-bicheiro-preso-apos-decadas-na-mira-da-policia/

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