Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio; veja vídeo – Boletim RJ

Ele tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Federal e também era apontado como mandante de homicídios, sendo procurado pela Justiça Estadual. O contraventor tinha cinco mandados de prisão preventiva em aberto — quatro por homicídio e


Ele tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Federal e também era apontado como mandante de homicídios, sendo procurado pela Justiça Estadual. O contraventor tinha cinco mandados de prisão preventiva em aberto — quatro por homicídio e um por organização criminosa. Segundo as investigações, ele foi o mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, envolvido com a máfia do cigarro no Rio.

Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

A prisão foi realizada por policiais federais e civis após levantamento de dados e informações de inteligência no âmbito da FICCO/RJ. Ele foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado.

A FICCO/RJ, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, é uma força-tarefa composta pela Polícia Federal e Polícia Civil (SEPOL/PCERJ), que tem por objetivo realizar uma atuação conjunta e integrada no enfrentamento às organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.

Adilsinho é apontado pela polícia como sendo ligado a um grupo que opera um cassino on-line clandestino que movimentou R$ 130 milhões em três anos. Considerado foragido, o contraventor controla a fabricação e a venda de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio e, hoje, já expande seus negócios ilegais para outros estados.

Adilsinho nasceu em maio de 1970 em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, numa família de bicheiros que agia naquela região. O pai era sócio da banca “Paratodos” e logo enriqueceu com a jogatina. Todos se mudaram para o Leblon, bairro abastado na Zona Sul da capital, onde o contraventor passou a infância e a juventude. E ainda novo começou a se envolver nos negócios ilegais que viria a herdar.

Foi na contravenção — baseada no monopólio e na corrupção policial — que Adilsinho buscou inspiração para começar a construir seu império, que conta com pelos menos 34 PMs em sua escolta. A Polícia Federal aponta que, a partir de 2018, ele passou a reinvestir o dinheiro do jogo ilegal na produção e comercialização de cigarros clandestinos, vendidos abaixo do preço mínimo fixado por decreto.

Em maio de 2021, em plena pandemia de Covid-19, Adilsinho atraiu os holofotes ao fazer uma festa black-tie no lendário hotel Copacabana Palace. O contraventor recebeu 500 parentes, amigos e artistas para comemorar seu aniversário. Na época, os convites enviados foram em formato de vídeo com a trilha sonora da trilogia “O Poderoso Chefão”, que narra a saga dos mafiosos da família Corleone.

Pouco mais de dois anos depois, Adilsinho foi procurado em sua cobertura na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste carioca, por policiais civis, que tinham em mãos um mandado de prisão por homicídio. Não havia ninguém em casa.

Além da ligação com o jogo do bicho e a máfia do comércio ilegal de cigarros, o contraventor é apontado como o mandante dos assassinatos do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho, numa investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).



Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/adilsinho-contraventor-apontado-como-chefe-da-mafia-do-cigarro-e-preso-pela-pf-e-policia-civil-do-rio-veja-video/

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