A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Fim da Rota, que atingiu um núcleo estratégico do Terceiro Comando Puro (TCP) responsável por abastecer criminosos em diversos estados com fuzis e drogas. A ação ocorreu simultaneamente no Rio, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além de Minas Gerais e Espírito Santo, e resultou em prisões e apreensões importantes.
Política de endurecimento
A ofensiva integra a política de endurecimento no combate ao crime organizado determinada pelo governador Cláudio Castro, que tem reforçado a atuação das forças de segurança contra facções que operam além das fronteiras estaduais. A operação demonstra a capacidade da Polícia Civil em atingir não apenas os traficantes das comunidades, mas também os braços logísticos e financeiros que sustentam o crime organizado além das divisas do estado.
Logística sofisticada e ‘operadores invisíveis’
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e veículos adaptados com compartimentos ocultos para transportar armamento pesado, como fuzis AR-10, e grandes cargas de entorpecentes. Diferente do perfil tradicional do tráfico, muitos dos envolvidos não tinham antecedentes criminais e mantinham rotinas aparentemente normais, atuando como “operadores invisíveis” para despistar a polícia.
Estrutura financeira do crime
O núcleo também mantinha uma rede de lavagem de dinheiro altamente sofisticada. Foram identificados movimentações via Pix, uso de criptoativos, contas de laranjas, agiotagem e fracionamento de valores. Esses mecanismos davam aparência de legalidade aos lucros do tráfico e sustentavam a logística interestadual.
Liderança na Maré
O líder do esquema coordenava as operações a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, articulando fornecedores e distribuidores de outros estados. Ele também era responsável pelo recrutamento de novos integrantes da cadeia logística e pela expansão da rede criminosa.
Recorde histórico
Em 2025, o Rio de Janeiro bateu um recorde histórico na apreensão de fuzis, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Entre janeiro e dezembro, as polícias Civil e Militar retiraram das mãos de criminosos mais de 900 armas de grosso calibre, incluindo modelos de uso restrito como AR-10 e AK-47. A marca representa a maior desde o início da série histórica em 2007 e equivale a uma média de dois fuzis apreendidos por dia, reforçando a política de endurecimento no combate ao crime organizado determinada pelo governador Cláudio Castro.



