Vereadores de Teresópolis admitem problemas na lei dos prédios de 20 andares

Lei que autoriza prédios de até 20 andares gera reação em TeresópolisMarcus WagnerA polêmica Lei Complementar nº 351/2025, que autoriza a construção de edifícios de até 20 andares em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, sofreu um duro revés político


Lei que autoriza prédios de até 20 andares gera reação em Teresópolis
Marcus Wagner
A polêmica Lei Complementar nº 351/2025, que autoriza a construção de edifícios de até 20 andares em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, sofreu um duro revés político nesta quinta-feira.
Na primeira sessão legislativa de 2026, o que deveria ser apenas uma votação para compor comissões internas transformou-se em um palco de críticas e revelações de supostas manobras legislativas.
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‘Vícios Insanáveis’ na tramitação
A vereadora Amanda Albuquerque (Republicanos), conhecida como Professora Amanda, anunciou que protocolou um requerimento de revisão da lei. Segundo a parlamentar, foram detectados “vícios insanáveis” no processo de aprovação ocorrido em dezembro de 2025.
A denúncia é grave: de acordo com Amanda, a lei do novo zoneamento e outras matérias distintas teriam sido votadas em bloco, utilizando um único número de identificação, o que fere o regimento interno e a transparência do processo legislativo.
O requerimento também é assinado pela vereadora Márcia Valentim (PRTB). Ao pedir a palavra, Márcia reforçou a necessidade de anulação imediata do texto.
“O fato é que esta lei precisa ser revogada. A gente precisa conclamar audiência pública porque a população tem que ser ouvida”, afirmou Márcia Valentim em plenário.
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Mudança de voto e adensamento
O vereador Hygor Faraco, que anteriormente não havia se oposto à medida, declarou logo após a sessão que mudou de posicionamento e agora é contra o projeto.
Faraco afirmou ter sido alertado para detalhes técnicos que não ficaram claros na votação inicial: o texto permitiria a construção de múltiplos edifícios de menor porte dentro de um mesmo terreno, o que geraria um impacto ambiental e de infraestrutura muito superior ao anunciado inicialmente.
Pressão de entidades: OAB e CAU-RJ
A resistência à lei não é apenas política, mas técnica e jurídica. A OAB Teresópolis já se posicionou formalmente contra o texto, apontando inconstitucionalidades e riscos ao planejamento urbano.
Somando-se à pressão, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ) solicitou recentemente a revogação da lei ao prefeito Leonardo Vasconcellos. O Conselho argumenta que a norma foi aprovada sem estudos técnicos de impacto e sem a necessária análise do Conselho Municipal da Cidade. Segundo o CAU-RJ, a medida fere o Plano Diretor e ameaça o desenvolvimento sustentável do município.
O que dizem os especialistas e o MP
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já havia sinalizado que a lei atropelou o Plano Diretor e recomendou a revogação da lei e suspensão de licenciamentos com base nela. Com as novas denúncias de irregularidades na votação (“votos em bloco”), a peça jurídica contra a prefeitura ganha ainda mais força.
Principais pontos de conflito:
Manobra Legislativa: Votação de diferentes leis sob o mesmo número.
Falta de Audiências: O descumprimento do Estatuto da Cidade.
Impacto no Microclima: O temor de que “paredões” de 20 andares escondam o Dedo de Deus e alterem a ventilação da cidade.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Teresópolis não havia se manifestado sobre as declarações das vereadoras ou sobre o requerimento de revisão da lei.

Com informações da fonte
https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2026/02/20/vereadores-de-teresopolis-admitem-problemas-na-lei-dos-predios-de-20-andares.ghtml



Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/vereadores-de-teresopolis-admitem-problemas-na-lei-dos-predios-de-20-andares/

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