Polícia prende acusados de operar esquema de extorsão contra motoristas de vans e táxis em SFI

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça sete pessoas acusadas de operar um esquema de extorsão contra motoristas de vans e táxis na cidade


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça sete pessoas acusadas de operar um esquema de extorsão contra motoristas de vans e táxis na cidade de São Francisco de Itabapoana. O cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão começou a ser realizado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (12), nos municípios de Campos e São Francisco de Itabapoana (SFI). Um criminoso foi capturado e três mandados foram cumpridos contra bandidos que já estavam no sistema penitenciário.

Segundo o MPRJ, todos os denunciados vão responder pelos crimes de associação criminosa e extorsão. A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara de São Francisco de Itabapoana, que atendeu ao pedido do MP e expediu seis mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.

A denúncia apresentada pelo órgão descreve que a implantação do esquema de arrecadação ilegal é reflexo da expansão da facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos) na cidade, onde, supostamente, criminosos vinculados à facção passaram a impor, ao menos desde 2022, o pagamento semanal como condição para que motoristas de transportes alternativos e até taxistas pudessem trabalhar livremente na Praça Central da cidade, sob ameaça de represálias. As apurações realizadas pelo órgão indicam intimidações constantes e ocorrências de punições violentas em alguns casos de desobediência.

Segundo as investigações, as ordens eram repassadas de dentro do sistema prisional para gerentes externos e executadas por “cobradores” identificados em diferentes inquéritos. Mesmo encarcerado há mais de dez anos, o denunciado conhecido como Buldogue é apontado como líder do esquema criminoso. Já um homem identificado pelas iniciais T.S.V., também preso, seria responsável por receber e transmitir as ordens de extorsão.

Na denúncia, o GAECO/MPRJ destaca que a violência do grupo passou a se intensificar a partir de 2025, quando as ameaças deixaram de ser apenas verbais. O órgão descreve dois casos em que veículos foram alvo de roubo e de disparos de arma de fogo como forma de punição a motoristas que resistiram ao pagamento dos valores exigidos.

*Com informações do MPRJ



Conteúdo Original

2026-02-12 17:15:00

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