Como Flamengo lida com pressão para que Filipe Luís dê resposta com elenco campeão após 30 dias de trabalho

O Flamengo chegou a sete jogos disputados em 30 dias pelo seu elenco principal ainda devendo uma apresentação digna de atual campeão brasileiro e da Libertadores. E vê aumentar a pressão sobre o técnico Filipe Luís em meio ao desempenho


O Flamengo chegou a sete jogos disputados em 30 dias pelo seu elenco principal ainda devendo uma apresentação digna de atual campeão brasileiro e da Libertadores. E vê aumentar a pressão sobre o técnico Filipe Luís em meio ao desempenho ruim de um time galáctico, que mesmo após os três pontos conquistados sobre o Vitória fora de casa segue abaixo da crítica.
O aproveitamento no começo do Brasileirão após três partidas é de apenas 44%, com uma vitória, um empate e uma derrota. A posição longe do topo (oitavo lugar no início da rodada) somada ao vice da Supercopa para o Corinthians cria um clima de apreensão e levanta dúvidas sobre o tempo necessário o clube mais rico do Brasil dar uma resposta à altura da expectativa.
No fim de semana, já haverá o clássico contra o Botafogo pelas quartas de final do Carioca e na semana seguinte a final da Recopa Sul-Americana, diante do Lanús da Argentina. Na avaliação do departamento de futebol e da diretoria, o melhor desempenho esportivo está em processo de construção e ainda vai levar tempo. O sinal de alerta, entretanto, já está ligado.
Problema coletivo
Segundo o GLOBO apurou, internamente o entendimento é que não há um problema apenas físico, embora todos reconheçam o grupo abaixo neste quesito e a necessidade de evolução. Há consenso de que falta, sim, ritmo de jogo, o que só se conseguirá com os atletas atuando coletivamente. Por isso, Filipe Luí segue com a confiança para fazer o rodízio dos jogadores e escalar força máxima quando necessário.
O desafio é justamente encaixar novas peças como Lucas Paquetá ao modelo de jogo, mas não ficar refém do mesmo, para obter resultados e melhorar a condição física do time. O treinador falou sobre isso depois do jogo com o Vitória, em que mais uma vez a defesa foi vazada.
– Na fase defensiva, por tomar gols, a gente culpa a defesa, mas eu não consigo separar. Vai conectado junto com o ataque, com o nosso modelo de jogo, com todas as fases do jogo, mas também passa muito pela questão de controlar o jogo com a bola. Não estamos conseguindo controlar o jogo com bola como gostaríamos. Não é só o sistema defensivo, é o todo que acaba estourando sempre na fase defensiva – justificou Filipe, atribuindo essa dificuldade a qualidade ruim do gramado.
Comandante prestigiado
Neste ponto, a diretoria do Flamengo sempre viu em Filipe Luís um treinador adepto da periodização tática, mas de maneira misturada com o perfil dos treinadores brasileiros. Ou seja, implementa um modelo de jogo para ser seguido, mas busca adaptações. Com mudanças no elenco rubro-negro, novos jogadores, como Paquetá, precisarão ser inseridos neste modelo, o que requer tempo. Logo, há uma noção de que a questão física tem por trás um contexto tático e vice-versa. Nunca é algo isolado.
Além disso, a parte mental pela retomada do calendário mais cedo demais também pesa e requer adaptação dos jogadores, ainda que a maioria esteja acostumada à realidade do futebol brasileiro. Não é o caso de Paquetá. Por isso, Filipe o manteve onde já jogava na Europa. A diretoria entende que o treinador está fazendo bem o seu trabalho dentro do que lhe é oferecido.
– Quando optamos por trazer o Paquetá, sempre pensamos que ele pudesse jogar na meia. Ele está jogando no meio à direita. A posição que ele jogou no West Ham. A única diferença é que, muitas vezes, ele vai precisar marcar como um extremo – explicou o treinador.
O reforço de quase R$ 300 milhões ainda não justificou o investimento do Flamengo, mas o clube não tem essa pressa. José Boto, diretor de futebol, disse no fim de janeiro o seguinte: “Meus resultados vão ser em dezembro, não em janeiro. Prefiro ser o campeão real do que o campeão da pré-temporada”.
É essa a lógica do futebol rubro-negro, que mantém seu planejamento blindado depois de forçar o retorno de força máxima de forma precoce no Estadual. Hoje, o aguardo é por uma resposta coletiva dos jogadores. Ontem, eles ganharam folga, para reiniciar a preparação hoje de olho no Botafogo.

Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/flamengo/noticia/2026/02/como-flamengo-lida-com-pressao-para-que-filipe-luis-de-resposta-com-elenco-campeao-apos-30-dias-de-trabalho.ghtml



Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/como-flamengo-lida-com-pressao-para-que-filipe-luis-de-resposta-com-elenco-campeao-apos-30-dias-de-trabalho/

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