Folia, com cuidados certos, traz bem-estar, autonomia e memórias afetivas para quem envelhece
A participação de idosos em bailes e blocos adaptados tem sido apontada por especialistas como aliada da mobilidade, da convivência social e da manutenção da autonomia. Com organização e cuidados prévios, a folia pode integrar estratégias de promoção da saúde na velhice.
O Carnaval mobiliza diferentes gerações e, nos últimos anos, a presença de pessoas idosas em matinês e eventos voltados à terceira idade aumentou. Centros de convivência, clubes e instituições passaram a oferecer programações específicas, com controle de público, estrutura acessível e repertório musical familiar. A proposta é permitir participação com menor exposição a riscos comuns em grandes aglomerações.
Movimento e convivência impactam a saúde
Atividades culturais e sociais estão associadas à redução do isolamento, condição relacionada ao declínio
funcional e a sintomas depressivos. A dança, quando realizada de forma moderada, contribui para:
- Manutenção da mobilidade
- Estímulo do equilíbrio e da coordenação
- Melhora do humor
- Fortalecimento de vínculos sociais
- Ativação de memórias
Movimentos leves funcionam como exercício aeróbico de baixa intensidade e auxiliam na preservação da
independência funcional. O contato com amigos e familiares também reforça a rede de apoio, fator relevante para a saúde física e mental.
Planejamento reduz riscos
- A participação exige preparo. Entre as recomendações estão:
- Preferir blocos e bailes com menor aglomeração
- Escolher locais com assentos, sombra e acessibilidade
- Optar por horários de menor calor
- Comparecer acompanhado
- Levar documento e contato de emergência
A hidratação deve ser constante, especialmente em dias quentes. A desidratação pode provocar
tonturas, confusão mental e aumentar o risco de quedas. Também é indicado:
- Uso de protetor solar
- Chapéu ou boné
- Roupas leves
- Calçados fechados e antiderrapantes
Pausas para descanso e alimentação ajudam a evitar sobrecarga física. A intensidade das atividades deve respeitar as condições clínicas individuais.
Quando inserida em ambiente organizado, a participação da pessoa idosa no Carnaval favorece convivência, estimula o movimento e contribui para a manutenção da autonomia ao longo do envelhecimento.
Dra. Julianne Pessequillo – CRM 160.834 | RQE 71.895
Geriatra e clínica geral especializada em Longevidade Saudável
Membro da Brazil Health



