DC de James Gunn completa 3 anos com mais promessas do que filmes

Três anos após o anúncio que prometia inaugurar uma nova era para a DC nos cinemas e na TV, o saldo do universo comandado por James Gunn ainda é tímido. O DCU foi apresentado em 2023 como um plano ambicioso


Três anos após o anúncio que prometia inaugurar uma nova era para a DC nos cinemas e na TV, o saldo do universo comandado por James Gunn ainda é tímido. O DCU foi apresentado em 2023 como um plano ambicioso e detalhado, mas, em 2026, segue marcado por atrasos, projetos indefinidos e uma lista crescente de títulos que simplesmente pararam no caminho.

Na época, James Gunn e Peter Safran anunciaram dez produções para dar forma ao Capítulo Um: Deuses e Monstros, sob o guarda-chuva da DC Studios. A promessa era clara: estabelecer rapidamente as bases de um universo coeso, com filmes e séries conectados e lançamentos frequentes. O que se viu, até agora, foi um ritmo bem mais cauteloso.

Até o momento, apenas Comando das Criaturas e Superman (2025) representam o núcleo oficial desse novo DCU. Fora isso, o universo avançou pouco em termos de estreias realmente inéditas.

O contraste fica evidente ao observar os projetos que permanecem em limbo. The Authority e Paradise Lost, anunciados como peças importantes do capítulo inicial, seguem sem qualquer definição concreta, tratados oficialmente como “incertos”. Na prática, são produções que desapareceram do radar e hoje soam mais como apostas abandonadas do que como lançamentos iminentes.

DC mudou de prioridade nos últimos anos

Outros títulos avançam lentamente. Waller e Booster Gold continuam apenas em desenvolvimento, sem previsão de estreia. Monstro do Pântano, apresentado como um filme de terror autoral dentro do DCU, também não saiu do papel. Já The Brave and the Bold, que deveria marcar a estreia do novo Batman, foi empurrado para uma janela distante, prevista apenas para 2028.

Mesmo os projetos com datas confirmadas reforçam a sensação de espaçamento excessivo. Lanternas e Cara de Barro ficaram para o segundo semestre de 2026, enquanto Supergirl, antes chamada Woman of Tomorrow, só chega aos cinemas no meio do ano. Isso significa que boa parte do plano anunciado em 2023 levará quatro ou cinco anos para começar a se concretizar.

A explicação oficial passa pela política de Gunn de só avançar com roteiros fechados e aprovados, o que resultou em reescritas, adiamentos e mudanças de prioridade. Essa estratégia elevou o controle criativo, mas também deixou pelo caminho projetos anunciados cedo demais, que hoje funcionam mais como lembranças de um plano inicial do que como produções reais.

Com três anos completos, o DCU entra em uma fase decisiva. O desafio agora é provar que o universo não será definido apenas por anúncios e revisões de cronograma, mas por entregas consistentes capazes de transformar promessas antigas em filmes e séries que, de fato, cheguem ao público.

Além de Comando das Criaturas e Superman, a DC também lançou a segunda temporada de Pacificador. Após alguns ajustes, a série da HBO Max já faz parte do novo cânone do estúdio. Assista abaixo ao trailer da produção:



Conteúdo Original

2026-02-10 08:15:00

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