Taxa das Blusinhas: Governo Lula comemora recorde enquanto população chora bolso vazio

O governo Lula conseguiu um feito digno de manchete: arrecadar R$ 5 bilhões em 2025 com a famigerada “taxa das blusinhas”. O tributo de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, aprovado em agosto de 2024, transformou o hábito


O governo Lula conseguiu um feito digno de manchete: arrecadar R$ 5 bilhões em 2025 com a famigerada “taxa das blusinhas”. O tributo de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, aprovado em agosto de 2024, transformou o hábito de importar roupas e eletrônicos baratos em uma dor de cabeça nacional.

Mas, segundo relatório da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), a medida não protegeu a indústria como prometido. Pelo contrário: penalizou os consumidores de baixa renda, que recorriam às plataformas digitais para economizar e acabaram pagando mais caro ou desistindo da compra. Em resumo: o governo bateu recorde de arrecadação, mas quem bateu a cabeça foi o povo.

Empregos que não apareceram

Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o crescimento do emprego nos setores supostamente beneficiados pela taxação — comércio varejista e indústria — foi de apenas 0,97%, abaixo da média nacional de 3,04%. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o desempenho do emprego formal nesses setores se manteve praticamente igual ao dos 12 meses anteriores à vigência da taxa.

Perda para os Estados

O estudo também aponta que a queda na arrecadação de ICMS foi mais impactante para as finanças estaduais do que o aumento no recolhimento de imposto de importação para a União. Enquanto a arrecadação federal cresceu R$ 265 milhões por mês (0,08% do total), os Estados deixaram de arrecadar até R$ 258 milhões mensais.

Menos pacotes, mais imposto

Curiosamente, o recorde veio acompanhado de uma queda nas encomendas internacionais: 165,7 milhões em 2025 contra 189,15 milhões em 2024. A Receita Federal justificou dizendo que o fim do “fracionamento” e a migração para produtos nacionais explicam o fenômeno. Traduzindo: menos pacotes, mais imposto.

O discurso oficial

O Fisco celebra o programa Remessa Conforme como “inovador”, garantindo previsibilidade e rapidez nas entregas. O consumidor, por sua vez, ganhou a comodidade de pagar imposto antecipado — como se fosse um presente. Afinal, quem não gosta de ver o preço final subir antes mesmo de clicar em “comprar”?

O Congresso em cena

Enquanto isso, a Câmara dos Deputados discute um projeto para zerar o imposto em compras de até US$ 50, tentando enterrar a taxa que virou símbolo de impopularidade. A indústria têxtil defende a medida como salvadora de empregos, mas estudos independentes mostram que o efeito foi pífio: não houve impacto mensurável na geração de vagas, apenas no bolso do consumidor.

Conclusão: moda cara

A “taxa das blusinhas” nasceu para proteger o varejo nacional, mas acabou virando um acessório de luxo no orçamento das famílias. O governo comemora o recorde de arrecadação, a indústria finge que ganhou fôlego, e quem realmente perdeu foi o brasileiro comum — que agora pensa duas vezes antes de importar uma simples camiseta.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/brasil/09/02/2026/taxa-das-blusinhas-governo-lula-comemora-recorde-enquanto-populacao-chora-bolso-vazio

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