Polícia prende advogada argentina acusada de injúria racial contra funcionários de bar em Ipanema | Rio de Janeiro

Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em Ipanema – Divulgação / PCERJ Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em IpanemaDivulgação / PCERJ Publicado 06/02/2026 14:35 | Atualizado 06/02/2026 14:36 Rio – A Polícia Civil



Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em IpanemaDivulgação / PCERJ

Rio – A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (6), a argentina Agostina Paez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul. Ela foi encontrada em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste.

Nesta quinta-feira (5), a Justiça do Rio a tornou ré pelo crime e decretou a sua prisão preventiva. A mulher, que é advogada, cumpria algumas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, permanência obrigatória no Brasil, além de ter tido o passaporte apreendido.

Segundo as investigações da 11ª DP (Rocinha), Paez estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, no dia 14 de janeiro, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de “negro”.

Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.

As ofensas racistas continuaram mesmo após a advogada deixar o estabelecimento. Na calçada em frente, a turista proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários.

As condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas depois de análise das imagens de câmeras de segurança. Ao longo da apuração, agentes realizaram diligências com rigor técnico, ouviram testemunhas e reuniram provas que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e indiciá-la.

O crime de injúria racial prevê pena de prisão de dois a cinco anos.

“Desesperada”

Após a expedição do mandado de prisão, nesta quinta, a argentina se pronunciou nas redes sociais e alegou medo e desespero com a decisão.

“Neste momento recebi uma notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o dia 1º. Todos os meus direitos estão sendo violados. Estou desesperada, estou morrendo de medo e faço esse vídeo para que essa situação seja divulgada”, explicou.

A decisão, proferida na 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital, destacou que a permanência de Paez em liberdade poderia intimidar testemunhas, vítimas e proporcionar seu retorno, de forma deliberada, para o país natal, o que “traria consequências desastrosas à busca da verdade real”.



Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/policia-prende-advogada-argentina-acusada-de-injuria-racial-contra-funcionarios-de-bar-em-ipanema-rio-de-janeiro/

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