O assassinato de Orelha, cão comunitário que vivia na praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina, teve andamento em suas investigações e apontou um adolescente como possível autor da agressão que levou à morte do animal.
O caso, que segue repercutindo pela crueldade contra o animal, é o tema mais comentado pelos leitores do GLOBO na semana de 30 de janeiro a 5 de fevereiro. Nesse período, recebemos cerca de 300 mensagens do público com comentários sobre o noticiário, críticas e sugestões.
Desse conjunto, 90 textos foram selecionados para publicação no jornal impresso. A redação analisou os temas que mais apareceram nessas mensagens. O debate sobre a criação de um código de ética para o STF, a movimentação da direita de olho nas eleições de 2026 e a extensa crise da operadora Unimed Ferj, foram os outros assuntos mais mencionados nos textos publicados.
Leia alguns trechos das cartas dos leitores publicadas no jornal impresso ao longo da semana
“Agora não tem como procrastinar. Lei Orelha já! Vamos colocar esses degenerados e tantos outros delinquentes na cadeia! Medidas socioeducativas não bastam mais.” Por Maria Auxiliadora G. Azevedo (Rio)
“Junto-me a todos que ficaram revoltados e indignados com a covardia que fizeram com o cãozinho. Infelizmente não é só com cachorro ou gato. A maldade e o ódio estão estampados nas ações contra qualquer animal. Fruto da falta de amor ao próximo, da cultura do ódio e da falta de punição. Enquanto nas ruas os bandidos matam por um celular, por uma moto ou por nada, os filhinhos de papai vão extravasando seu ódio em cima dos Orelhas, dos caramelos e dos moradores de rua, impunemente. E ‘os podres Poderes se calam’.” Por Arnaldo dos Santos Silva Jr. (Rio)
“Meu cachorrinho Juca faz oito anos. Quem diria que eu, depois de anos sendo contra ter bichinhos de estimação em apartamento, estaria celebrando o aniversário do meu pequeno companheiro. Juca é muito importante para mim, ele me ajudou na educação dos meus dois filhos. Os meninos aprenderam com ele a amar e cuidar dos animais. Espero que eles extrapolem esse sentimento para todas as formas de vida e por todo o sempre. Olhando para o Juca, é difícil entender como alguém pode ser cruel com um animal tão dócil como o Orelha. O que passa pela cabeça de pessoas assim? Espero que tenham se arrependido, não pela repercussão nacional, mas por conseguir entender que o que fizeram foi algo vil, covarde e insensível. Que sejam punidos pelo ato. Que aprendam com o erro e sejam pessoas melhores. Viva o Juca! Viva o Orelha!” Por Carlos Alberto Gratti (Rio)
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“Mais do que código de conduta, o STF precisa de Corregedoria. Os corregedores poderiam ser um grupo de três ex-ministros eleitos pelo povo.” Por Marte Kuvet (Rio)
“É muito bom que o STF, já que tem o direito de errar por último, tenha um código de conduta. E é melhor ainda que a relatora escolhida seja Cármen Lúcia, sempre muito lúcida e coerente nas suas decisões. Mas não é aceitável que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não tenham, por livre-arbítrio, sequer pensado que não poderiam ter conduta privada, ignorando que são juízes da Suprema Corte. Para isso nem seria necessário nenhum código de conduta, o moral já bastaria.” Por Abel Pires Rodrigues (Rio)
“Como todo aluno de Direito sabe, norma sem sanção aplicável no caso de descumprimento não é norma, é poesia pura. Assim, as planejadas normas de conduta para membros do STF, a serem formalizadas num código de ética, lembram muito o hilariante personagem do genial quadrinista André Dahmer que enfrenta o mal recitando poesias!” Por Renato Vilhena de Araujo (Rio)
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Direita nas eleições 2026
“A entrevista dos três presidenciáveis do PSD ao GLOBO pareceu o antigo quadro de TV “Banheira do Gugu”: candidatos ensaboados e tentando de tudo para se destacar.” Por Daniel Lobo (Rio)
“Curioso quando o jornal diz que “o mercado e o agro” preferem Tarcísio. O mercado, esse ser composto de investidores, deveria estar grato ao governo atual porque o cenário nunca esteve tão aquecido, a taxa de desemprego é a menor dos últimos anos. A Bolsa nas alturas. Quanto ao agro, que gente ingrata! Se o presidente não tivesse tido uma conversa franca e altiva com Trump, eles estariam enfrentando uma crise sem tamanho. Preferem um presidente, como o anterior, que diga “I love you” ao Trump.” Por Marisa Cruz (Rio)
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“Sou cliente há anos da Unimed e estou sofrendo muito, com dores fortíssimas nos meus joelhos por artrose avançada. Preciso fazer cirurgia e dois procedimentos dos quais estou à espera desde novembro de 2025. Vou para as emergências quase todos os dias tomar medicações que não fazem efeito algum. Estou desesperada. Isso é desumano. Isso é um grito de socorro!” Por Rosa Bassalo (Rio)
“Sou cooperada da Unimed Rio há anos, e estamos sem receber os atendimentos prestados há dez meses. Informações nos chegam de que a Unimed Ferj/Brasil repassaria o dinheiro pago dos pacientes à Unimed Rio, e esta nos pagaria. Porém, este dinheiro não chega. Não sabemos se a Ferj/Brasil não paga ou se é a Rio que não repassa aos cooperados. Será que algum órgão competente poderia verificar esse fluxo e o que houve com a empresa, antes tão rica? Acho muito justo focar nos pacientes, resolver o problema deles, mas sem médico não haverá atendimento, porque precisamos de pagamento. Estou indignada pelo pouco caso conosco.” Por Mônica Hora (Rio)



