O deputado estadual Filippe Poubel (PL) abriu fogo nesta quinta-feira (5), na tribuna da Alerj, contra o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Em tom inflamado e sarcástico, acusou Paes de transformar a taxa de iluminação pública em um verdadeiro confisco disfarçado. “Inacreditável o carioca começar 2026 com o prefeito mexendo no bolso do trabalhador”, bradou.
Com o aumento da Cosip, Eduardo Paes entregou de bandeja à oposição a munição perfeita: a narrativa de que seu governo vive de taxas e impostos, que aliados a empréstimos bilionários de seu mandato, viraram um prato cheio para quem quer desgastar sua pré-candidatura ao governo do estado.”
A conta que não fecha
Poubel, criticou o aumento da Cosip — contribuição para iluminação pública — que subiu 132% e começou a valer neste ano. “O cidadão que pagava R$ 19 passará a desembolsar R$ 46. Grande parte da Câmara é submissa, fantoches na mão do prefeito. Meu irmão foi um dos poucos que votou contra esse escárnio”, ironizou.
Paes, Lula e o fantasma do ‘Taxad’
O parlamentar lembrou que Paes é aliado de Lula e, sem citar nomes, comparou o prefeito ao ministro da Fazenda, apelidado de “Taxad” após a polêmica taxa das blusinhas. “Se Paes virar governador, vai usar a mesma artimanha para taxar todo o estado. O povo não aguenta mais imposto”, disse.
Promessas quebradas e samba desafinado
Poubel acusou Paes de mentir ao jurar “pelo Vasco, pela Portela e pelo samba” que não deixaria a prefeitura para disputar o governo. “Mentiroso! Já se coloca como pré-candidato. Se assumir, vai taxar não só o Rio, mas todo o estado”, disparou.
Segurança ou campanha eleitoral?
O deputado criticou o aumento da Cosip para bancar a Força Municipal armada, projeto de Paes que a oposição considera juridicamente questionável e foi além. “Ele vive de empréstimos bilionários e abriu mão dos royalties do petróleo só para fazer média com municípios vizinhos. Isso não é administração, é campanha eleitoral”, acusou.
O alerta final
Em tom dramático, Poubel concluiu: “A conta está chegando. A população do Rio mais uma vez está sendo lesada pelo prefeito. Fica o meu alerta”. Em outras palavras: Paes jura pelo samba, mas quem dança é o trabalhador.



