Imagens de câmeras de segurança viralizaram nas redes sociais mostrando um criminoso armado, de capacete e visivelmente nervoso, roubando um homem na Zona Norte do Rio. O bandido levou cordão, aliança e celular, mas não se contentou: perdeu a paciência com a demora da vítima em retirar a aliança e desferiu várias coronhadas contra sua cabeça. A cena é brutal, revoltante e, infelizmente, cada vez mais comum. Clique para ver o vídeo.
O episódio não é isolado, mas parte de uma escalada de violência em todo o país que se alimenta da sensação de impunidade. Até o momento não informação de registro da ocorrência.
A porta giratória da impunidade
O criminoso que aparece nas imagens provavelmente sabe que, se for preso, terá direito a uma audiência de custódia em menos de 24 horas. Ali, juízes frequentemente concedem liberdade provisória sob vários argumentos previstos em lei.
Resultado: o bandido volta para as ruas mais rápido do que a vítima consegue recuperar seus documentos.
A legislação penal brasileira, com penas brandas para roubo e agressão, funciona como um convite à reincidência. Não é à toa que internautas comentam com sarcasmo:
– “É só pra tomar uma cervejinha, fica tranquilo!”
– “Só fazem isso porque tem mais leis a favor deles do que contra.”
O retrato da insegurança cotidiana
Depoimentos de internautas revelam o impacto psicológico:
– Um homem relata que seu tio ficou paraplégico porque a aliança não saía do dedo durante um assalto.
– Outro descreve o trauma da esposa, que até hoje evita sair com celular após ser agredida com golpes de revólver no peito, na frente da neta.
Essas histórias mostram que o medo que tomou conta do país não termina com o roubo: ele se prolonga em cicatrizes físicas e emocionais.
A lei que protege o criminoso
Enquanto a violência cresce e os números de mortos disparam, o país insiste em manter um sistema que mais parece uma fábrica de reincidência. O caso de Del Castilho é apenas mais um capítulo da novela macabra em que o cidadão brasileiro é refém e o criminoso protagonista.
O recado das ruas é claro: ou se atualiza a legislação para punir de verdade, ou continuaremos assistindo a vídeos de assaltos como se fossem trailers de um filme de terror sem fim.



