Quaquá detona Fabiano Horta para blindar candidatura do filho a deputado federal

Tradicionalmente dividido em correntes e tendências, o PT rachou de vez na mais petista das cidades fluminenses, Maricá. Foi só o ex-prefeito Fabiano Horta confirmar sua pré-candidatura a deputado federal, para o mandachuva Washington Quaquá voltar sua artilharia contra o


Tradicionalmente dividido em correntes e tendências, o PT rachou de vez na mais petista das cidades fluminenses, Maricá. Foi só o ex-prefeito Fabiano Horta confirmar sua pré-candidatura a deputado federal, para o mandachuva Washington Quaquá voltar sua artilharia contra o “aliado”.

A reação era mais que esperada. Quaquá vai lançar seu filho, o presidente estadual do PT, Diego Quaquá, além do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), o ex-ministro Celso Pansera, na disputa por uma vaga na Câmara.

E a cidade é pequena demais para eleger três deputados federais.

A reação foi rápida. No lançamento de um shopping, na última sexta-feira (28), Quaquá não poupou o antecessor. Fabiano Horta não foi ao evento.

“O Fabiano me sucedeu na prefeitura e eu, de certa maneira, fui afastado de todas as decisões em Maricá. Aí, meu filho Diego foi vice-prefeito. Eu, através do Diego, tentei fazer umas coisas, como, por exemplo, o programa “O sol nasce para todos”. Pedi R$ 30 milhões, de um orçamento de R$ 7 bilhões, e o dinheiro não foi dado. Diego foi escanteado. Mas Deus sabe o que faz. Voltei a ser prefeito de Maricá”, disse Quaquá.

Em seguida, afirmou ter encontrado os programas sociais da cidade em situação de descontrole, com distribuição de benefícios sociais, como a moeda Mumbuca, até para mortos.

“Nós estamos fazendo visita de casa em casa. O que tem de morto recebendo Mumbuca! O que tem de gente que botou endereço em terreno baldio. O que tem de gente que não conseguimos achar, é uma enormidade”, denunciou.

Quaquá também critica ex-secretário de Fabiano que está cotado para ministro

Mas o ex-prefeito não foi o único alvo. Quaquá também criticou “um malandro que veio de Brasília” e que, segundo petistas, seria Olavo Noleto, secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Maricá, entre 2019 e 2020, e presidente da Codemar de 2020 a 2022 — sempre em gestões de Fabiano.

“Lá no passado, um malandro que veio de Brasília pra cá, e vocês sabem de quem eu estou falando, tentou colocar o Fundo Soberano de Maricá no Banco Master. Master! Nós avisamos: não vamos entrar nessa merda, todos os nossos amigos do mercado financeiro estão avisando que essa merda vai quebrar! Não façam isso. Dois bilhões iriam para o Master, se a gente não interfere”, disse Quaquá.

Noleto foi secretário executivo e número 2 de Alexandre Padilha na Secretaria de Relações Institucionais. E, agora, é pule de dez para substituir a poderosa Gleisi Hoffmann na pasta, quando a ministra deixar o cargo para se candidatar ao Senado pelo Paraná.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/quaqua-ataca-fabiano-e-racha-pt-marica/

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