Apontado pela crítica como o principal rival de Wagner Moura ao Oscar de Melhor Ator, Chalamet interpreta um jovem prodígio do tênis de mesa em busca de estrelato. Para alcançar a entrega necessária, Safdie não facilitou. “Houve cenas em que pedi 25 takes. Isso não é o meu normal, mas eu estava perseguindo algo muito real, uma verdade emocional que precisava ser arrancada”, revela o diretor.
A inspiração para essas nuances veio de um lugar inesperado: sua filha de três anos. “Ela fala o tempo todo sobre ‘ter sentimentos grandes’. Pode ser felicidade, medo ou nervosismo, mas são grandes. Eu queria que este filme fosse sobre isso. Quando o personagem dança ou quando se sente humilhado em uma mesa de jogo, são sentimentos gigantes que saltam da tela”.
Mesmo em um filme sobre amadurecimento, o “estilo Safdie” de filmar permanece intacto. O diretor descreve o processo de edição com Ronald Bronstein como o momento em que se sente “conectado a uma tomada de energia”.
“Gravo muitos planos, são 35 ou mais para uma única sequência. É exaustivo para a produção porque sou muito ambicioso, mas preciso capturar o caos”, explica. Para ele, o acúmulo de pequenos momentos icônicos em cada cena é o que gera a adrenalina que o público sente. “É como escrever um segundo roteiro durante a montagem e a trilha sonora”.
2026-01-25 04:30:00



