O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou pela primeira vez, publicamente, que é pré-candidato ao Governo do Estado. O anúncio ocorreu quase um ano e meio depois de Paes afirmar que cumpriria o 4º mandato até o fim.
“Eu me comprometo com o eleitor da minha cidade em ficar até o fim do mandato se for reeleito”, afirmou na época.
“Eu sou pré-candidato a governador”, disse, em entrevista nesta segunda-feira (19).
Segundo Paes, o anúncio oficial da pré-candidatura deve ocorrer até o carnaval. Até lá, ele disse que pretende cumprir integralmente suas funções como prefeito.
No sábado (17), Paes já havia sido filmado falando com todas as letras sobre sua pré-candidatura. Em Santo Antônio de Pádua, enquanto o prefeito Paulinho da Refrigeração (MDB) falava que Paes estava visitando os municípios do interior, Paes tomou o microfone e disse, com bom humor:
“É mentira, não estou fazendo trabalho de visitar cidades do interior. Eu estou fazendo trabalho de pré-campanha, porque quero os votos para governador e quero o apoio do Paulinho. Pronto, falei.”
Homenagens em tom de despedida na prefeitura
Segundo informações publicadas pelo g1, logo antes da entrevista, houve uma reunião de secretariado, e Paes ganhou homenagens da equipe em tom de despedida.
Um vídeo foi exibido com os feitos do prefeito em seus mandatos. O garçom conhecido como Seu Gyleno, mais antigo funcionário da prefeitura em atividade, deu a Paes uma camisa do Vasco. Uma mulher fantasiada de Lady Gaga entregou outro presente, um diploma de “prefeito mais feliz do mundo”.
No clima de comoção do evento, até Paes foi às lágrimas.
O vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, que assumirá a prefeitura nos próximos meses, e o deputado federal Pedro Paulo, presidente do PSD no Rio e aliado político de longa data do prefeito, discursaram.
Os dois, aliás, foram os únicos a ficar atrás de Paes durante a entrevista coletiva dada após a reunião.
Apoio a Lula
Paes também voltou a afirmar que é aliado de Lula (PT) na campanha à reeleição presidente, mas disse que já conversou sobre ter liberdade para buscar alianças no Rio. O prefeito lembrou de quando perdeu para Wilson Witzel, apoiado por Jair Bolsonaro no segundo turno de 2018.
“Está provado que quando as pessoas apenas seguiram o voto nacional aqui no Rio de Janeiro não fomos bem-sucedidos. Talvez a eleição de 2018, do Wilson Witzel seja o maior exemplo disso.”
*Com informações do g1
2026-01-19 18:37:00



