Regime dos aiatolás massacra mais de 5 mil manifestantes

A repressão aos protestos no Irã atingiu níveis alarmantes. Fontes ligadas ao governo iraniano afirmam que mais de 5 mil pessoas foram mortas desde o início das manifestações em dezembro, enquanto organizações independentes como a Iran Human Rights (IHR) contabilizam


A repressão aos protestos no Irã atingiu níveis alarmantes. Fontes ligadas ao governo iraniano afirmam que mais de 5 mil pessoas foram mortas desde o início das manifestações em dezembro, enquanto organizações independentes como a Iran Human Rights (IHR) contabilizam ao menos 3.428 vítimas confirmadas. O canal oposicionista Iran International fala em até 12.000 mortos, citando autoridades e fontes da segurança. Além das mortes, cerca de 24.000 pessoas foram presas, segundo a ONG HRANA.

Reação internacional

A brutalidade da repressão gerou reação mundial. Donald Trump ameaçou atacar o Irã caso o regime execute manifestantes detidos. Organizações como a NetBlocks confirmam que a conectividade no país está em apenas 2% dos níveis normais, após mais de 200 horas de bloqueio. Mas apesar da gravidade, Lula mantém silêncio quase absoluto, sem condenar o massacre nem se posicionar em organismos internacionais contra a ditatura dos aiatolás, antigos aliados do presidente petista.

O discurso de Khamenei

O líder supremo Ali Khamenei voltou a endurecer o tom, ordenando que as forças de segurança “quebrem as costas dos insurgentes”. Em pronunciamento, culpou Donald Trump pelas mortes e acusou os Estados Unidos de conspirar para “devorar o Irã militar, política e economicamente”. O regime também responsabiliza Israel e grupos armados externos por apoiar os protestos.

Contexto dos protestos

As manifestações começaram em 28 de dezembro de 2025, motivadas pela crise econômica e pelo alto custo de vida. Rapidamente se transformaram em um movimento pelo fim do regime teocrático dos aiatolás, no poder desde 1979. Mulheres e jovens lideram os atos, denunciando repressão e desigualdade. Para conter a mobilização, o governo cortou a internet desde 8 de janeiro, dificultando a verificação independente dos números.

Magnitude da repressão

Relatos apontam para uso de metralhadoras contra civis e corpos de jovens acumulados em hospitais e necrotérios, muitos baleados pelas costas. O procurador de Teerã declarou que a resposta foi “firme, dissuasiva e rápida”.

O Irã vive uma das maiores ondas de repressão desde a Revolução Islâmica. Entre 3.400 e 12.000 mortos refletem a brutalidade do regime dos aiatolás, que insiste em culpar forças externas enquanto ordena massacres internos. O silêncio do governo brasileiro, em contraste com a pressão internacional, expõe um vazio diplomático diante de um dos maiores crimes contra civis do século XXI.



Conteúdo Original

2026-01-19 00:24:00

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