STF bate o martelo: condenação por antissemitismo acende alerta na esquerda e põe Lula na berlinda

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a condenação de um psicanalista por manifestações antissemitas, acendeu um alerta político: setores da esquerda, já acusados de fomentar narrativas hostis contra judeus, voltam ao centro do debate. O episódio ganha


A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a condenação de um psicanalista por manifestações antissemitas, acendeu um alerta político: setores da esquerda, já acusados de fomentar narrativas hostis contra judeus, voltam ao centro do debate. O episódio ganha ainda mais relevância diante das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2024 comparou Israel aos nazistas, provocando forte reação internacional e da comunidade judaica brasileira.

Decisão histórica do Supremo

O STF manteve a condenação de dois anos de prisão contra o psicanalista, que em publicações nas redes sociais atribuiu aos judeus a responsabilidade por epidemias históricas como a Peste Negra e a Covid-19, negou o Holocausto e afirmou que o povo judeu buscaria “vingança” contra a civilização. A denúncia foi apresentada pela Confederação Israelita do Brasil (CONIB) e pela Sociedade Israelita do Ceará (SIC), que atuaram como assistentes de acusação desde 2020.

O Supremo consolidou o entendimento de que manifestações discriminatórias contra judeus configuram crime de racismo e não admitem acordo de não persecução penal. A decisão reforça que a liberdade de expressão não pode ser usada para legitimar discursos de ódio.

Crescimento do antissemitismo no Brasil

Relatórios da CONIB apontam que o número de ataques e ameaças contra judeus no Brasil chegou a 370 casos em 2024, um aumento expressivo em relação a anos anteriores. Parte desse crescimento é atribuída a narrativas impulsionadas por grupos da esquerda, especialmente em debates sobre o conflito Israel-Palestina. Observadores destacam que críticas políticas ao Estado de Israel, em alguns casos, extrapolam o debate legítimo e se transformam em ataques à identidade judaica, utilizando “sionismo” como substituto para “judeu” em contextos hostis.

Lula e a polêmica comparação com o nazismo

Em fevereiro de 2024, Lula comparou a ofensiva militar de Israel em Gaza às ações de Adolf Hitler contra os judeus, classificando-a como “genocídio”. A fala foi repudiada pelo governo israelense, que convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv para uma repreensão oficial. A CONIB também criticou duramente a declaração, chamando-a de “distorção perversa da realidade”.
Em 2025, Lula voltou a traçar paralelos entre o sionismo e o nazismo, ampliando o desgaste diplomático e reforçando acusações de antissemitismo contra setores da esquerda brasileira.

Incidentes e debate interno na esquerda

Além das declarações de Lula, outros episódios reforçaram a percepção de hostilidade. O ex-deputado José Genoino sugeriu boicote a empresas de judeus, gesto amplamente criticado por reproduzir práticas semelhantes às da Alemanha nazista nos anos 1930. Dentro da própria esquerda, há debate sobre os limites entre antissionismo e antissemitismo, com setores judaicos progressistas alertando para o risco de que críticas políticas se transformem em ódio contra judeus.

Impacto político e social

A decisão do STF consolida um precedente histórico contra o antissemitismo no Brasil e reforça que manifestações discriminatórias contra judeus configuram crime de racismo. Ao mesmo tempo, expõe fissuras na esquerda, acusada de alimentar narrativas que reforçam preconceitos. Para a comunidade judaica, o julgamento representa uma vitória jurídica e simbólica, reafirmando que o combate ao discurso de ódio é também um desafio político e cultural.

Em síntese: o STF deu um recado contundente contra o antissemitismo, mas a polêmica envolvendo setores da esquerda e as falas de Lula mostram que o tema transcende o campo jurídico e se insere no coração da disputa política brasileira.



Conteúdo Original

2026-01-18 09:00:00

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