Pré-candidatura de Anielle Franco à Câmara dos Deputados enfrenta rejeição em post do ativista Rene Silva

Na manhã deste sábado (17), o jornalista e ativista Rene Silva fez um aceno à pré-campanha de Anielle Franco, que vai buscar uma vaga na Câmara dos Deputados. A ministra da Igualdade Racial e irmã de vereadora assassinada Marielle Franco


Na manhã deste sábado (17), o jornalista e ativista Rene Silva fez um aceno à pré-campanha de Anielle Franco, que vai buscar uma vaga na Câmara dos Deputados. A ministra da Igualdade Racial e irmã de vereadora assassinada Marielle Franco confirmou, no dia 8 de janeiro, que deixará o cargo para disputar as eleições do outubro. Rene, fundador do jornal “Voz das Comunidades” reforçou a pré-candidatura da moça em seu perfil no X e convocou o apoio dos seguidores, que, somente nesta rede social, ultrapassam os 300 mil.

Rene Silva convida seguidores a votarem em Anielle Franco para o cargo de deputada federal — Foto: Reprodução / X

“A ministra Anielle Franco virá candidata a deputada federal. Vamos elegê-la?”, provocou Rene.

Não ficou sem resposta.

Os comentários, em sua maioria, foram em tom de reprovação. Choveu questionamento sobre o trabalho de Anielle como ministra e muitos usuários indicaram que não votarão nela para deputada. 

“Ela tinha tudo pra dar certo. Apoio e muita gente com esperança. Não entregou nada, decepcionou e atrapalhou muito o governo. Deixe ela voltar pra sala de aula. Lá é o lugar dela, gente. Nunca será Marielle”, escreveu uma seguidora.

“Acho que essa eu vou passar. Ela teve um aproveitamento que eu não julgo satisfatório na pasta que controla. Teve a faca e o queijo na mão para implementar boas políticas e não o fez”, completou outro.

Talvez diante da repercussão negativa, cerca de duas horas após a primeira postagem, Rene tentou distensionar, perguntando se teria o voto de seus seguidores caso fosse ele o candidato. O comentário ainda piorou a situação da ministra, já que a maior parte das respostas, aí sim, foi positiva.

Anielle foi nomeada ministra da Igualdade Racial em 2022 e se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2024. No mesmo ano, ela denunciou ter sido vítima de importunação sexual do então ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, que acabou demitido pelo presidente Lula (PT).

Professor universitário, pesquisador, autor de livros sobre racismo estrutural e direitos humanos, e presidente do Instituto Luiz Gama, Silvio Almeida era muito respeitado nas hostes da esquerda. A denúncia de Anielle gerou intensa polêmica. Muitos militantes ficaram a favor do ex-ministro, e a controvérsia acabou respingando na popularidade da irmã de Marielle.



Conteúdo Original

Posts Recentes

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE