Rio fecha 2025 com quase 200 celulares roubados por dia, queda no roubo de veículos e recorde na apreensão de fuzis

A cada dia, em média, são feitos cerca de 200 registros de roubo ou furto de celular nas delegacias do Estado do Rio de Janeiro. Segundo dados do ano de 2025 do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados nesta sexta-feira,


A cada dia, em média, são feitos cerca de 200 registros de roubo ou furto de celular nas delegacias do Estado do Rio de Janeiro. Segundo dados do ano de 2025 do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados nesta sexta-feira, foram 25.625 roubos e 46.603 furtos de aparelhos celulares, num total de 72.228 ocorrências de aparelhos subtraídos de seus donos por criminosos. O número leva em conta apenas os casos que chegaram à polícia: não é possível saber o tamanho exato da subnotificação, quando ocorre o roubo ou o furto, mas o dono do aparelho não registra o caso. Na contramão dos celulares, houve redução em 2025 nos roubos de veículo (queda de 18%), a pedestre (redução de 10%) e de carga (menos 9%), na comparação com 2024.

MAPA DO CRIME: VEJA A SITUAÇÃO DOS ROUBOS NOS BAIRROS DO RIO E DE NITERÓI

De cada quatro roubos ou furtos de celular registrados no estado, três ocorreram na capital — foram 54.363 casos, ou 75% do total no ano passado. Após a cidade do Rio, os municípios com mais ocorrências são Nova Iguaçu, Duque e Caxias, Niterói e São Gonçalo.

Olhando apenas a capital, a área da 5ª DP (Mem de Sá), no Centro do Rio, ficou no topo do ranking de roubos e furtos, com 4.404 registros em 2025 — o equivalente a um caso a cada duas horas. Depois, aparecem na lista a 18ª DP (Praça da Bandeira), com 3.692 ocorrências, e a 9ª DP (Catete), com 3.170 roubos e furtos de aparelhos.

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No caso do roubo de veículos, houve 25.239 ocorrências no ano passado. As quedas mais expressivas ocorreram na área da 9ª DP (Catete), onde os casos caíram de 241 em 2024 para 107 em 2025 (diminuição de 56%) e da 37ª DP (Ilha do Governador), onde os registros passaram de 152 no ano retrasado para 70 em 2025, ou 54% a menos.

Tentativa de roubo de celular no centro do Rio — Foto: Domingos Peixoto

Os homicídios dolosos tiveram uma pequena alta no ano passado, de 0,6%, com 2.940 vítimas. Já as mortes em confronto com a polícia subiram 13%; o aumento foi puxado pela megaoperação de 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, em que 117 suspeitos de envolvimento com o tráfico foram mortos. Não contando os mortos dessa ação, o Estado do Rio teve 680 homicídios decorrentes de intervenção policial, o que representaria uma queda de 3% em relação a 2024 e levaria o índice para um patamar equivalente ao de 2015.

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Na atividade policial, as apreensões de fuzis no ano passado ficaram no topo da série histórica, iniciada em 2007: foram 920 armas do tipo retiradas de circulação, alta de 26% em relação a 2024. A proporção de fuzis no total de apreensões: de cada sete armas de fogo que a polícia pega com criminosos atualmente, uma é um fuzil. Em 2007, a relação era de um fuzil apreendido a cada 52 armas de fogo.

Em nota, a Secretaria estadual de Segurança Pública destacou o recorde de apreensões de fuzis, “o que demonstra o foco das forças de segurança no enfrentamento ao armamento de alto poder letal”. Sobre o roubo de celulares, afirmou que o estado “tem intensificado ações para combater toda a cadeia criminosa envolvida nesse tipo de delito”, por meio de ações como a Operação Rastreio, da Polícia Civil, e a Operação Celular Legal, da PM.

Sobre as mortes em confronto, a secretaria destacou que a “atuação das forças de segurança ocorre com rigor técnico, uso de inteligência e estrita observância da legislação. A decisão pelo confronto parte exclusivamente do criminoso, sendo a prioridade das polícias a preservação de vidas e a captura de criminosos, inclusive em operações de grande envergadura”.



Conteúdo Original

2026-01-17 05:00:00

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