A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira (14), mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em outros quatro estados, em uma nova etapa da operação que investiga Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Dessa vez, familiares e empresários ligados a ele também estão na mira da PF.
As ações também acontecem em São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Endereços ligados ao pai, à irmã, ao cunhado e a um primo do banqueiro estão entre os alvos de mandados. Entre os “colegas” de Vorcaro alvos de ação, estão o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos.
No Rio, um dos endereços é de Tanure, que não foi encontrado em casa pelos agentes. Após apuração, os policiais descobriram que ele estava no aeroporto do Galeão, para embarcar em um voo nacional. O celular dele foi apreendido pelos policiais.
Cunhado de Vorcaro também tentava embarcar em voo em São Paulo
Outro investigado da operação é Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele também foi encontrado em um aeroporto pelos agentes. A PF o encontrou em Guarulhos, em São Paulo, prestes a embarcar em um voo para Dubai, nos Emirados Árabes. Zettel ficou detido temporariamente, mas já foi liberado após os procedimentos legais.
As ações desta quarta fazem parte da segunda etapa da Operação Compliance Zero, que culminou na prisão de Vorcaro em novembro. Ele também estava em Guarulhos para um voo quando foi detido no ano passado.
Os mandados desta quarta foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agentes da PF apuram um esquema de captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro. A nova etapa também apura detalhes e supostas ilegalidades na venda do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).
Para ministro da Fazenda, caso do Banco Master pode ser ‘maior fraude bancária da história do país’
Nesta terça (13), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), classificou o caso do Banco Master como a possível “maior fraude bancária da história do país”. Ele disse que o ministério trabalha junto do Banco Central (BC) e do Tribunal de Contas da União (TCU) para entender a relação entre o banco e a gestora Reag, que simulava movimentações usando títulos supervalorizados.
O Master foi alvo de liquidação extrajudicial por ordens do BC. Entre as empresas públicas e instituições que tinham investimentos no banco, estão a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que aplicou R$ 200 milhões no Master, e o Rioprevidência, que investiu cerca de R$ 1 bilhão.



