As imagens de Lula “bombado” feitas por inteligência artificial viraram munição política nas redes, mas o verdadeiro vigor que explode no Brasil em 2026 não está nos músculos do presidente — e sim nos impostos, que seguem crescendo para tentar equilibrar contas públicas cada vez mais pressionadas.
Lula versão Schwarzenegger: a fantasia digital da virilidade
O fim de semana foi marcado por uma cena digna de ficção científica: parlamentares petistas compartilharam nas redes sociais uma imagem de Lula “musculoso”, com braços definidos e costas largas, supostamente curtindo férias na Restinga da Marambaia. O detalhe? A foto era adulterada por inteligência artificial. Até o deputado Lindbergh Farias entrou na onda, postando a montagem com entusiasmo, antes de ser corrigido pela própria comunidade do X (ex-Twitter), que classificou a peça como “imagem editada por IA”.
A estratégia é clara: em ano eleitoral, mostrar um Lula vigoroso aos 80 anos, em contraste com a fragilidade física de Joe Biden, virou uma narrativa conveniente para a esquerda. O problema é que músculos digitais não sustentam a realidade das contas públicas.
O vigor que dói: impostos em alta
Enquanto a imagem de Lula bombado circula, o Tesouro Nacional divulgou projeções fiscais nada animadoras. O relatório mostra que o governo depende de aumento de receitas para conter o avanço da dívida e equilibrar o resultado primário.
O Orçamento de 2026 já prevê novas altas de impostos: fintechs, apostas online, cooperativas, criptoativos e até títulos incentivados estão na mira da Receita. A Medida Provisória 1.303, apresentada em agosto, busca elevar a carga tributária para fechar as contas em pleno ano eleitoral. O setor produtivo resiste, alegando que a estratégia pode sufocar investimentos e aumentar a insegurança econômica.
Em outras palavras: o vigor que realmente “bomba” no Brasil não é o bíceps de Lula, mas o IOF ressuscitado, as tributações sobre novos setores e a criatividade infinita para arrecadar.
Entre a praia e o Tesouro: a contradição nacional
O contraste é quase poético. De um lado, a imagem de Lula bronzeado e musculoso, vendida como símbolo de vitalidade política. Do outro, relatórios oficiais mostrando que o país precisa de mais impostos para não afundar nas próprias contas.
A narrativa da virilidade digital tenta esconder a fragilidade fiscal. Mas não há inteligência artificial capaz de disfarçar a realidade: o Brasil envelhece sem musculatura econômica, e o único “shape” que cresce é o da carga tributária.
Conclusão: vigor virtual, fisco real
O episódio das imagens adulteradas escancara o oportunismo político em tempos de redes sociais. A esquerda aposta em músculos artificiais para reforçar a imagem de Lula, mas o eleitorado sabe que o verdadeiro teste de força está na economia.
E se há algo que não precisa de IA para parecer bombado, é o sistema tributário brasileiro. Esse, sim, está sempre em forma — e pronto para levantar mais peso sobre os ombros da sociedade.
2026-01-13 13:06:00



