A produção ambientada na ditadura militar apresenta múltiplos agentes do poder e usa sutileza para retratar o clima de vigilância, o que desperta estranhamento, mas mantém o interesse do público em discutir o tema, diz Geane.
Eu acho que a coisa mais interessante da recepção do público tem a ver com esse dissenso, né? Que a gente sente muito com a plateia, com o público, quando problematiza até sobre o final, né? Muitas pessoas estranham naquele final.
Geane Albuquerque
A gente, por exemplo, pensar que hoje nem tudo é política, é uma grande mentira, né? E as pessoas acham que discutir política não está no nosso cotidiano e o tempo todo ela existe, ela nos permeia. Então, quando a gente vê que as pessoas, elas estranham [o final], mas ainda têm aquele interesse de discutir, de vir atrás, de conversar, de comentar. Esse dissenso faz com que tudo faça muito sentido, né? Que a existência desse filme, do nosso trabalho e dessa história precise ser recontada todas as vezes que for possível.
Geane Albuquerque
Geane Albuquerque reforça a necessidade de manter atenção à permanência de práticas autoritárias no Brasil atual, ponto central também na narrativa do filme.
E o quanto a gente precisa até hoje de se manter alerta. Esse lugar de rastejo da direita, enfim, do que a gente sabe que nos fez mal enquanto nosso país, ele ainda existe, ele ainda está por perto e a gente precisa estar alerta e eu acho que o filme fala muito sobre isso também.
Geane Albuquerque
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2026-01-12 15:43:00



