A Polícia Civil do Rio prendeu, na sexta-feira, um homem condenado por torturar o próprio filho. Jonathan Clayton Ferreira foi encontrado dentro de uma residência em Sepetiba, na Zona Oeste da capital, por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). As agressões ocorreram em 2021, quando a criança tinha apenas 1 ano de idade.
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Em setembro daquele ano, o bebê chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sepetiba com três costelas quebradas e marcas de espancamento nas costas, nas pernas e na cabeça. Em virtude da gravidade de seu quadro de saúde, precisou ser transferido para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde ficou internado.
De acordo com a Polícia Civil, na ocasião, parentes relataram que o homem teria chutado e pisado na criança. E aquele não era um caso isolado. A família revelou um histórico de agressões do pai, com diversos episódios anteriores ao bebê. Num deles, o agressor queimou o filho com uma colher em brasa.
— A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) possui uma operação permanente, iniciada em outubro de 2023, denominado Operação Rede Segura. Em apertada síntese, são pesquisadas, monitoradas e localizadas, pessoas com mandados de prisão pendentes que utilizam a rede mundial de computadores. Uma vez identificados e localizados, procuramos dar cumprimento ao mandado judicial. Foi dessa forma que chegamos ao Jonathan — explica o delegado Luiz Lima Ramos Filho.
Ainda em setembro de 2021, Jonathan chegou a ser preso em flagrante, pelo crime hediondo de tortura, detenção que foi convertida em preventiva pela Justiça. Meses depois, no entanto, o até então acusado foi beneficiado com o direito de responder ao processo em liberdade.
Em seguida, após a condenação com trânsito em julgado, mudou de endereço ainda dentro do bairro de Sepetiba, sem informar nem mesmo à família, e não se apresentou para iniciar o cumprimento da pena, estando foragido desde então.
Encontrado em sua nova residência, em Sepetiba, Jonathan não resistiu à prisão e foi encaminhado ao sistema prisional.
— A importância da prisão é multifacetada. Inicialmente, por óbvio, ela gera sensação de segurança e de justiça. Por via de consequência, acaba com a sensação de impunidade dos bárbaros crimes cometidos. Mas não é só. O encarceramento do autor certamente impede mais violência, tendo em vista ser ele uma pessoa nova e com a personalidade voltada para atos de violência — destaca o delegado.
A condenação definitiva de Jonathan Clayton Ferreira ficou em quatro anos e oito meses de reclusão, em regime fechado. Expedida no dia 2 de junho de 2023, a sentença foi assinada pelo juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, da 2ª Vara Criminal, comarca de Santa Cruz.
Antes do trânsito em julgado, a sentença havia ficado em três anos, um mês e dez dias, mas a Justiça acatou um recuso do Ministério Público para aumento de pena.
“A culpabilidade do acusado merece uma maior reprovação, eis que agiu com dolo intenso, utilizando-se de excessiva violência, provocando diversas lesões na vítima, seu filho de apenas um ano de idade, como fraturas na costela, lesões em seus órgãos internos e diversos hematomas. As consequências do crime não lhes são favoráveis, eis que a criança ficou gravemente lesionada, tendo que permanecer hospitalizada por cerca de uma semana”, diz trecho da sentença.
2026-01-04 17:58:00



