Saidinha de Natal: 258 presos somem e chefes do crime voltam às ruas do Rio

Mais de 250 presos do Rio de Janeiro aproveitaram a tradicional “saidinha” de Natal para sumir do mapa. O prazo para retorno era 30 de dezembro. Entre os fugitivos, quatro são classificados como de “altíssima periculosidade” — ou seja, gente


Mais de 250 presos do Rio de Janeiro aproveitaram a tradicional “saidinha” de Natal para sumir do mapa. O prazo para retorno era 30 de dezembro. Entre os fugitivos, quatro são classificados como de “altíssima periculosidade” — ou seja, gente que não deveria estar fora das grades.

Os protagonistas da novela criminal

– Tiago Vinicius Vieira, o Dourado: especialista em tráfico de armas e drogas, já foi pego pela PF em 2018 enquanto negociava sintéticos. Estava foragido de uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande.
– André Luiz de Almeida, o Nestor do Tuiuti: manda-chuva do morro homônimo, Zona Norte.
– Márcio Aurélio Martinez Martelo, o Bolado da Fallet: chefe em Santa Teresa.
– Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira, o Salgueiro ou Problema: gerente da favela da Lagoa, em Magé. O apelido já dispensa explicações.

Estatística que parece piada

– 258 presos não voltaram.
– 150 deles são do Comando Vermelho (CV).
– Outros 39 são do Terceiro Comando Puro (TCP), 23 da ADA, e 46 se dizem “neutros” — aparentemente, neutros só na hora de escolher facção, não na hora de fugir.
– No total, 58,1% das evasões foram do CV.

Policiais e milicianos são exceção

Curiosamente, os 21 policiais e 23 milicianos que também ganharam o benefício voltaram direitinho até o dia 30. Quem diria: os “profissionais do crime paralelo” mostraram mais pontualidade que os chefes de facção.

A lei do ‘bom comportamento’

Segundo a legislação, só tem direito à saída temporária quem está em regime semiaberto, já cumpriu parte da pena e apresenta “bom comportamento”. Bom comportamento dentro da cadeia, claro. Porque fora dela…

Bomba-relógio

A “saidinha” de Natal, que deveria ser um gesto de ressocialização, virou uma bomba-relógio para a sociedade: com 258 presos desaparecidos, incluindo chefes de facções e traficantes de armas, o resultado é um aumento imediato do risco nas ruas.

Esses fugitivos não são ladrões de galinha, mas líderes do crime organizado, capazes de retomar negócios ilícitos, ordenar ataques e ampliar o poder das facções. Cada um deles solto significa mais violência, mais tráfico e mais insegurança para moradores que agora vivem sob a sombra de criminosos que ganharam liberdade temporária e decidiram transformar o benefício em ameaça permanente.

 



Conteúdo Original

2026-01-02 08:51:00

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