Maricá reúne equipes e acolhidos da Assistência Social para falar sobre a violência contra a mulher

Agosto Lilás da Assistência Social. Foto: DivulgaçãoA Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SMASC), realizou, na tarde desta quinta-feira (28), o “Agosto Lilás do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos”. O



Agosto Lilás da Assistência Social. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SMASC), realizou, na tarde desta quinta-feira (28), o “Agosto Lilás do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos”. O encontro aconteceu no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), na Mumbuca, e reuniu profissionais e acolhidos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para refletir sobre as formas de violência contra as mulheres e maneiras de combatê-las.

Depoimentos emocionantes e troca de experiências deixaram claro para todos os participantes do evento que “a violência não tem cara”, como bem ressaltou a coordenadora do serviço, Lunah Lima. Segundo ela, trata-se de um claro indício de que “a educação das mulheridades” é tão urgente quanto necessária.

“A gente comprova essa urgência ao perceber a surpresa das pessoas quando uma mulher vista como padrão, branca, loura, bem vestida, bem colocada, assume publicamente que já sofreu violência ou abuso. Porque, no fundo, as pessoas têm introjetado que a violência tem cara e classe social. Só que não tem!” Destaca Lunah.

Da mesma forma, como ela mesma diz, a questão de se enxergar o direito à proteção apenas para a mulher biológica ou aquela que o outro julga ser mulher. “Porque a violência contra a mulher não é o que o outro vê, mas o que eu sinto”, frisa Lunah, a partir de sua própria experiência como mulher trans. Ainda segundo a coordenadora, todas que se veem imersas no aspecto das mulheridades devem ser vistas como detentoras desse direito.

Na mesa de debate, estiveram a coordenadora geral da Atenção Básica da secretaria, Daniela Sabino, a advogada Karin Faustino, a coordenadora da Casa da Mulher, Danielle Velasco, a coordenadora de Serviço Social do Hospital Conde Modesto Leal, Andrea Vasconcelos, e a psicóloga do hospital, Luciana Bezerra. Também presente no evento, a guarda municipal Érica Almeida, que reforçou a importância da denúncia pelo 153.

Durante a atividade, houve diversas apresentações de dança e música de alunos das oficinas do Cras do Centro, de São José e do CEU. Houve também mesa de degustação do Grupo de Jardinagem e Reaproveitamento de Alimentos.



Conteúdo Original

2025-08-29 14:36:00

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