Polícia investiga se bebê de 9 meses morreu após comer banana amassada com veneno em SP; mãe é presa

Investigadores apuram se o pequeno Dante Chiquinelli Marcatto, de 9 meses, morreu após comer banana amassada com veneno de rato. A mãe dele, Giovanna Chiquinelli Marcatto, foi detida na quarta-feira por suspeita de cometer o crime — que ela nega


Investigadores apuram se o pequeno Dante Chiquinelli Marcatto, de 9 meses, morreu após comer banana amassada com veneno de rato. A mãe dele, Giovanna Chiquinelli Marcatto, foi detida na quarta-feira por suspeita de cometer o crime — que ela nega — e teve a prisão mantida, nesta quinta, pela Justiça de São Paulo, em audiência de custódia.

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O caso aconteceu em Sapopemba, Zona Leste paulista. Na terça-feira, Giovanna levou o filho ao Hospital Estadual de Vila Alpina depois de ele apresentar dificuldades para respirar. A criança faleceu naquela noite, e a ocorrência foi registrada como morte suspeita pelo 70º DP (Vila Ema).

De acordo com laudo do exame necroscópico, a vítima teria sido envenenada. Exames apontaram a presença de “sementes azuladas” no estômago do menino, parecidas com o “veneno girassol”, um raticida.

O legista destacou que a ingestão do veneno ocorreu cerca de três horas antes da morte, segundo relatório policial obtido pelo Metrópoles — horário aproximado em que Giovanna deu banana amassada para Dante, como ela mesma teria confirmado.

Durante buscas, policiais apreenderam itens como mamadeiras, celulares e a agenda escolar de Dante. Os agentes também conseguiram localizar onde Giovanna teria comprado o veneno. Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento, um pet shop, corroboraram as suspeitas contra a mãe.

Giovanna teve a prisão temporária decretada, por 30 dias. As diligências continuam. Testemunhas devem ser ouvidas enquanto os agentes aguardam a conclusão de laudos periciais. A polícia quer confirmar a causa da morte e de que forma o veneno teria sido ingerido por Dante.

O caso é tratado como homicídio qualificado. “O 42° Distrito Policial (Parque São Lucas), instaurou inquérito e requisitou exames periciais, além de diligências na CEI em que a criança ficava e buscas na residência onde morava e de familiares. As diligências prosseguem para o total esclarecimento dos fatos”, disse a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em nota.

O GLOBO tenta contato com a defesa de Giovanna.



Conteúdo Original

2025-08-29 06:41:00

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