PF vai investigar vazamento de dados sobre megaoperação contra esquema bilionário do PCC

Facção criminosa se infiltra na cadeia produtiva do álcool A Polícia Federal suspeita que possa ter havido algum vazamento de informações sobre a megaoperação realizada na manhã desta quinta-feira (28) para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis.




Facção criminosa se infiltra na cadeia produtiva do álcool
A Polícia Federal suspeita que possa ter havido algum vazamento de informações sobre a megaoperação realizada na manhã desta quinta-feira (28) para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis. Investigações mostraram que a facção criminosa PCC utilizava instituições financeiras para lavar dinheiro, mascarar transações e ocultar patrimônio.
Segundo apuração da TV Globo, delegados federais demonstraram preocupação com o número de mandados de prisão preventiva não cumpridos.
Dos 14 expedidos, apenas 6 foram efetivados — e alguns dos principais alvos conseguiram escapar.
“É totalmente atípico em nossas operações acontecer isso. Prender menos do que se deveria. Geralmente, escapa um ou outro. E não a maioria como agora. Temos que investigar o porquê disso. Se houve vazamento de informações e de onde”, disse um investigador.
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Apesar das dificuldades, os responsáveis pela ação garantem que os mandados serão cumpridos. “É uma questão de honra. Não vamos desistir”, afirmou um dos agentes.
Investigadores da Polícia Federal acreditam que as apreensões realizadas na megaoperação desta quinta vão revelar novos grupos envolvidos em esquemas milionários de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. O material recolhido é considerado farto e relevante.
Viaturas da PF e da Receita em frente a prédio na Faria Lima durante megaoperação que investiga fraude do PCC em postos de combustíveis
Amanda Perobelli/Reuters
Rastreamento de fintechs
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o crime organizado terá que buscar novos caminhos para esconder e multiplicar suas fortunas.
Uma megaoperação foi realizada na manhã desta quinta-feira (28), para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, mostrou que a facção criminosa PCC utilizava instituições financeiras para lavar dinheiro, mascarar transações e ocultar patrimônio.
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Segundo Haddad, a atuação de fintechs e fundos de investimento como instrumentos de lavagem está com os dias contados.
Haddad anuncia que ‘fintechs’ serão monitoradas de perto
“Usaremos a Inteligência Artificial que já dispomos para rastrear e acompanhar o que entra e o que sai das fintechs. Quem abastece as contas, como se dão as movimentações, para onde foi o dinheiro. Quem está fazendo o quê”, disse o ministro.
Ele garantiu que a fiscalização sobre essas empresas será tão rigorosa quanto a aplicada ao sistema bancário tradicional.
O ministro também destacou que movimentações atípicas, entradas e saídas sem identificação clara serão detectadas pela tecnologia. “Tudo isso a nossa IA vai pegar e vamos para cima de quem estiver fazendo coisa errada. Vamos seguir o dinheiro do criminoso”, completou.



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